Desencontros

[Na Prática]

desencontros-amor-teoriaJá nos aconteceu e acontece dentro de muitos relacionamentos, chegarmos a uma altura em sentimos, dentro de um relacionamento, um desencontro de vontades e “focos” e “quereres”. Pode acontecer que uma das pessoas do casal mostre mais disponibilidade para reservar tempo para o relacionamento, para o “estarem juntos” do que a outra. Pode acontecer que uma das pessoas esteja especialmente focada na sua carreira, não sobrando foco para muito mais. E pode ser que ambos estejam focados “fora” do relacionamento…

Especialmente hoje em dia é muito comum surgirem desencontros. Estes, muitas vezes dependem, não só da personalidade e necessidades do outro (há pessoas mais ambiciosas, outras mais relaxadas; há pessoas que têm maior necessidade de diversidade e “fazer coisas diferentes” e outras de continuar a fazer o que lhes dá certeza), como do próprio momento em que a pessoa se encontra – tanto a nível profissional como pessoal.

O que fazer, em caso de desencontro?
Apontamos aqui alguns passos que podem ajudar a que ambos se “encontrem”, juntos!:

1. Definir o tipo de desencontro
Perceber o que realmente está a acontecer, de forma descritiva (ou seja, de preferência sem lugar a julgamentos de valor sobre as escolhas do outro, e sim entender o que está a acontecer). Que tipo de comportamentos e escolhas as duas pessoas estão a manifestar e que necessidades estão a colmatar com estas escolhas? É mesmo importante que, quando estivermos a descrever, haja a noção que todas as necessidades e as formas de as colmatar são importantes. Não é por uma pessoa estar mais focada no relacionamento e querer estar mais tempo com o outro que tem “mais” razão. Ambos têm razão (é a “sua” razão, a “sua” verdade), todas as manifestações são importantes.

2. Fazer “a” pergunta
Uma pergunta que parece um pouco “à frente”, e que nem muitos casais fazem um ao outro é:
“Qual é a tua intenção com o comportamento x?”
“Qual a intenção de chegar mais tarde a casa?”
“Qual a intenção de chegar mais tarde do que a hora combinada?”
“Qual a intenção de preferir estar em casa?”
“Qual a intenção de olhar mais vezes para o telemóvel do que para a pessoa que está à tua frente?”
E ainda… “Para ti, qual a intenção deste relacionamento?”

A intenção por trás desta pergunta ( 🙂 ) é aumentar a percepção do que cada um está a fazer. É saber o que cada um está a intencionar. É algo que ajuda a que o relacionamento flua? Potencia o encontro, ou o desencontro do casal?

Há dias li uma história engraçada sobre uma actividade que um casal colocou em prática no dia do casamento. Ambos escreveram uma carta com a sua história de amor, com os motivos que levaram estas pessoas a casarem-se, e fecharem-na em caixas diferentes. A ideia é que, depois da primeira discussão, cada um fosse para o seu canto abrir a caixa onde estava fechada essa carta, e a lessem.
No fundo, esta carta ajudará as pessoas a focarem-se no que é realmente importante. Os motivos que os levaram a estar juntos.

Como é que esta história pode ajudar-nos, mesmo se já tivermos alguns anos de relacionamento?

Relembrando a importância dos motivos de estarem juntos… Hoje. Da reciclagem de motivações. De saber o que cada um quer ou pretende para o relacionamento. O quanto ainda está por viver com o outro. O parar e olhar para o a vossa interação, e intencionar.
Com este passo feito, fica mais fácil olhar para os objetivos pessoais e definir prioridades.

Exemplos:
“Quero passar mais tempo com @ meu/minha mais que tudo.”
“Quero ser promovid@ este ano, portanto vou trabalhar mais horas, ou dedicar-me depois da minha hora normal de expediente. Isso vai ter impacto sobre o nosso relacionamento.”
“Quero sair mais vezes contigo e com os nossos amigos.”
“Quero ter mais tempo para mim, e fazer a atividade x sozinho.”
“Quero que o tempo que passamos juntos seja mesmo de qualidade. É “de qualidade” quando acontece y e z…”

3. Compromisso
Depois de definir intenções e alinhar com projetos pessoais, chegamos à parte do compromisso.
“Estás dispost@ a ajudar-me nisto?” é uma pergunta poderosa… Preenche todas as necessidades: do reconhecimento (por estar a mostrar que o outro tem importância), da diversidade (por ser diferente), da conexão (por estar a envolver a pessoa no processo) e da certeza (no reforço da intenção – tanto um como outro sabe com o que contar).

Ambos têm o direito de “ter” ou “receber” o que querem, mesmo se houver aqui conflito. Então esta parte do compromisso é mesmo interessante. Chegar a soluções em conjunto e sem tentar forçar o outro é mesmo bonito, e é possível. Se olharmos para as situações como se da primeira vez se tratasse (efectivamente é, pois nós mudamos a cada instante 😉 ), se perguntarmos, com respeito, à outra pessoa “Qual é a tua intenção com…”, se lembrarmos que esta é a pessoa com quem escolhemos estar a maior parte do nosso tempo, é possível.

Para ajudar a reforçar compromissos e intenções, para focar naquilo que é mais importante para o casal, existe agora uma ferramenta simples e recheada de estímulos! Clica aqui para saber do que se trata, e se não perceberes o que queremos dizer, deixa-nos um comentário aqui mesmo ou contacta-nos por email* ou através do facebook. 😉

Esperamos que este artigo tenha sido um estímulo interessante o suficiente para desafiares o teu mais de tudo, e… encontrarem-se mais vezes a meio caminho, bem no meio do amor. ❤ 🙂

[Beatriz Costa]

 

 

*amoremteoria@gmail.com


Fotografia: olhares.pt

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