Amor são

A rainha Malika, esposa do Rei de Kosala, foi uma das primeiras a converter-se ao Budismo. O Rei não era budista, mas amava-a muito. Numa noite de lua cheia, eles estavam especialmente românticos e ele perguntou-lhe “Minha querida, quem é que tu amas mais?”, esperando que ela respondesse “Claro, majestade, é a ti que amo mais”. Mas ela respondeu: “Sabes, querido, eu amo-me a mim, mais.”
Os melhores contos espirituais do oriente, Ramiro Calle
O que é que esta história tem a ver com salubridade no amor romântico e relacionamentos?
Começo o artigo de hoje com esta história, pois veio à minha cabeça quando estava hoje a ler “O efeito lua de mel”, de Bruce Lipton.

O biólogo começa por nos abrir logo o apetite na introdução, contando um pouco da sua história de vida (incluindo os relacionamentos que correram menos bem), até chegar ao “efeito lua de mel” em que vive, com a sua mulher, há 17 anos. Este “efeito” é uma sensação de harmonia e amor fantástico, vivido a dois (ele afirma que o experiencia há 17 anos).
Não sei o que achas, mas eu fiquei muito curiosa… Tu também? 🙂

amor-saudavel-teoria

Logo no início, Bruce Lipton vai de encontro a algo que partilhámos aqui noutro artigo, uma ideia referida por Brené Brown: que estamos aqui para estabelecermos ligações, para nos conectarmos.

Diz também que é este o grande motivo que nos leva a tentar mais uma vez, depois de passar por diversas desilusões amorosas – mesmo tendo sido bastante dolorosas. E relembra que cada um de nós tem 50 biliões de células que comunicam eficazmente entre si, criando uma estrutura cooperativa fantástica.

Este é um impulso fundamental da natureza, e a tendência é alargar-se cada vez mais.

Algo que está na base do “efeito lua de mel” é a noção de que somos pessoas, seres, acima de tudo, compostos de energia (e não de matéria) – o autor descreve como a física quântica explica este facto. Lipton partilha como a nossa capacidade de sentir boas e más vibrações (sensações que gostamos ou não daquela pessoa que acabámos de conhecer, por exemplo) nos serve e é essencial para criar o “efeito”.

Foi neste ponto que me lembrei da história da Rainha Malika.

O que é que podemos emitir, num relacionamento, se não nos amarmos a nós (o nosso corpo, o nosso percurso, a nossa mente), se a nossa verdade não estiver a ser manifestada (dentro e fora do relacionamento)?

Por outro lado, o que pode acontecer, se manifestarmos sistematicamente de forma pouco amorosa a nossa verdade, que energia vamos emitir, enquanto seres? Que resultado pode daí advir? Qual o verdadeiro impacto que pode ter?

Mesmo não nos encontrando num relacionamento, se não nos amarmos, o que emitimos também?

Por aqui acreditamos que um amor saudável começa sempre em nós, primeiro. ❤

Votos de atenção à vossa energia pessoal… 😉  E vivam amoros@s, por aqui vamos fazer o mesmo! 🙂

 

[BC]

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