Vamos conectar-nos?

[Na Prática]

Há dias estava à espera de uma amiga num restaurante e fiz aquilo que as pessoas que hoje costumam estar à espera fazem: saquei do telemóvel! 😀
Imediatamente lembrei-me que queria estar menos “ligada à www” ou online, e … voltei a colocá-lo na bolsa.

De seguida, fiz aquilo que as pessoas, antes da internet existir, faziam, quando ficavam “à espera”: comecei a olhar em redor. Haviam umas 4 mesas à volta: duas com casais, uma com amigos e outra com colegas de trabalho. Tanto a mesa dos quatro amigos como as dos casais estavam numa nuvem de ligação… ao telemóvel. 8 pessoas absorvidas aos seus pequenos aparelhos. E veio-me à cabeça aquele placard – provavelmente já viste – num café, que diz assim “Não temos wifi. Falem uns com os outros!” 🙂
Já observaste pessoas a fazer isto? Obviamente que eu própria o fiz, daí a minha intenção de parar um pouco com isso…

Já nesta semana, na nossa página de facebook, partilhámos um video patrocinado pela Durex (Ei! Não é esse tipo de vídeos! LOL, vais ter mesmo de ir ver qual é) sobre este tema. É mesmo interessante o que está a acontecer connosco e com os nossos relacionamentos, onlinemente falando.
Porque tal como em tudo, esta situação traz vantagens e desvantagens… Potencia a sensação de conexão por ser mais fácil conversarmos/contactarmos, afasta-nos se estivermos presencialmente com as pessoas e nos desligarmos delas, ao preferirmos o pequeno ecrã.

A conexão, segundo Brené Brown, é “a energia que existe entre duas pessoas quando elas se sentem vistas, ouvidas e valorizadas; quando elas podem dar e receber sem serem julgadas; e quando retiram sustento e força da relação”. (É mesmo isto, não é? Um grande “Uaaau” para esta definição! 🙂 ) Um grau de sentimento de ligação forte está, provavelmente, na base de qualquer relacionamento saudável.

Acredito até que muito mais do que por motivações externas (à relação) para permanecerem juntas, como as convenções sociais, os filhos, a casa, etc, duas pessoas que se sentem satisfeitas num relacionamento, sentem um grau de ligação ou conexão ao outro elevado. De entendimento mútuo.conexao-amor-teoria-2

Muitas vezes acontece, no entanto, que com o ritmo do dia a dia, a falta de presença de um ou de ambos potenciada ou não pela Web… esta conexão pode ficar pelas ruas da amargura. Pior, pode provocar desconexão. E a ideia de reciprocidade é também aqui, base (desta perspectiva, não há conexão sem reciprocidade, pois a energia entre duas pessoas, para fluir desta forma, é necessário que ambas estejam disponíveis para tal).

Por sua vez, a conexão e o reforço da mesma dependem da comunicação! Comunicação verbal e não verbal.
A comunicação potencia a empatia, que reforça a… ligação.
Por outro lado, sabes quando partilhamos alguma coisa, e notamos que a pessoa está ansiosa para ver o telemóvel, e …vai, e por momentos parece que a pessoa não te quer ouvir, ou está mais interessada noutra coisa?
E… “Porque não há-de ir? É assim tão mau? Sabemos que não é por mal, e se calhar já fizemos o mesmo…”
Hum… Nada de obrigações/julgamentos, já nos conheces. 😉

O que acontece é que quando alguém está conectad@ ao telemóvel ou ao trabalho, ou à tv, não há espaço para haver conexão real. Tens noção disso?
E para ser “real” não é preciso conversar sobre o amor e as estrelas, ou forçar profundidade… basta uma boa gargalhada juntos ou um sorriso cúmplice. Também não é preciso falar de banalidades ou de coisas importantes, se puderes olhar nos olhos e não dizer nada. (É tão bom… ❤ )
E isto é válido para o teu relacionamento amoroso, de amizade e até profissional. A delicadeza e atenção ao outro são bens de primeira necessidade… e começam sempre por alguém. 🙂

Em modo de conclusão para potenciar a comunicação verbal e não verbal, mais abaixo, partilho contigo aquelas que são as perguntas que, segundo o psicólogo nova-iorquino Arthur Aron, “fazem com que as pessoas se apaixonem”. Por aqui, preferimos pensar que estas perguntas potenciam a conexão e intimidade entre as pessoas.

Se estás num relacionamento, aproveita para convidar @ teu/tua mais que tudo para um serão diferente, imprime as perguntas, respondam, e depois conta-nos como foi (email: amoremteoria@gmail.com)!!
Se não estás, responde às perguntas… enamora-te de novo por ti. 😉 Ou se tiveres coragem, convida alguém que te chama a atenção para sair, e propõe este “jogo”! Dizem que funciona. Nós acreditamos!

[BC]

PS.
As famosas 36 Perguntas que fazem com que as pessoas se apaixonem… (é suposto ambos responderem às perguntas)

1. Se pudesses escolher qualquer pessoa no mundo, quem convidarias para jantar?
2. Gostarias de ser famoso? Como?
3. Antes de fazer uma chamada telefónica, tu ensaias o que vais dizer? Porquê?
4. O que seria um dia perfeito para ti?
5. Quando foi a última vez que cantaste para ti própri@? E para outra pessoa?
6. Se pudesses viver até os 90 anos com ou a mente ou o corpo de alguém de 30 anos, qual das duas opções escolhias?
7. Tens uma intuição secreta sobre como morrerás?
8. Quais as três coisas que achas termos em comum?
9. Pelo que te sentes mais grat@?
10. Se pudesses mudar alguma coisa no modo como foste criad@, o que seria?
11. Conta-me a história da tua vida com o máximo de detalhes possíveis, em 4 minutos
12. Se pudesses acordar amanhã e ganhar qualquer qualidade ou competência, qual seria ela?
13. Se uma bola de cristal pudesse contar a verdade sobre ti, sobre a tua vida, sobre o futuro ou sobre qualquer outra coisa, o que gostarias de saber?
14. Há algo que sonhas fazer há muito tempo? Por que ainda não fizeste?
15. Qual é a maior realização da tua vida?
16. O que mais valorizas numa amizade?
17. Qual é a tua memória mais querida?
18. Qual é a tua memória mais terrível?
19. Se soubesses que ías morrer de repente, num ano, mudarias algo no modo como vives hoje? Porquê?
20. O que a amizade significa para ti?
21. Qual o papel que amor e afeto têm na tua vida?
22. Diz-me 5 características positivas que consideras eu ter.
23. O quão próxima e carinhosa é tua família? Sentes que tua infância foi mais feliz que a de outras pessoas? 24. Como sentes ser a relação com tua mãe?
25. Faz três frases afirmações verdadeiras sobre “nós”. Por exemplo: “Nós estamos nessa sala a sentir…”
26. Completa a frase: “Eu desejava ter alguém com quem eu pudesse dividir…”
27. Para considerares @ teu parceiro como um/a amig@ próximo, ele/a precisava de saber que… (completa a frase)
28. Diz o que gostas em mim, com o máximo de transparência e honestidade (respondam mesmo se não se conhecerem muito bem).
29. Divide comigo um momento embaraçoso da tua vida.
30. Quando foi a última vez que choraste à frente de alguém? E sozinho?
31. Diz-me algo que gostas em mim, que não disseste ainda.
32. O que, de todas as opções possíveis, é muito sério para que se façam piadas?
33. Se morresses esta noite repentinamente, o que mais te arrependerias de não ter dito a alguém? Porque ainda não disseste?
34. Imagina que a tua casa, que contém tudo o que possuis, arde. Depois de salvar quem amas e os teus animais de estimação, podes salvar um último item. O que seria? Porquê?
35. De todas as pessoas da tua família, que morte considerarias mais perturbadora? Porquê?
36. Cada um partilhe um problema pessoal, e peça um conselho sobre como o outro deve agir. No final, partilhem o que acharam que o outro sentiu, quando lhe contaram o problema.

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