O amor serenou… Terminou?

[Na Prática]

Este é um tema que tem sido motivo de conversa com diferentes pessoas, em diferentes ocasiões. Quando vi o vídeo que partilhamos no início da semana “amor que serena, termina?” esta questão voltou à minha cabeça e a vontade de reflectir sobre ela, de forma mais estruturada, também.

Confesso que a resposta tem sido variável ao longo da minha vida. Terá a ver com perspectivas e com o valor que dei a diferentes momentos, acredito.

Hoje olho para este tema de forma distanciada e com sentido mais crítico, podendo escolher o que realmente importa, para mim, no momento.

Há um outro vídeo do nosso querido Jason Silva que aborda o que acho que se pode passar na maior parte das relações… a sensação de rotina, muitas vezes confundida com falta de paixão ou curiosidade, tão característica da fase inicial do relacionamento. O que faz com que as relações continuem com qualidade ou não, poderá ser condicionado pela forma como se lida com esta variação na maneira de estar do casal.

Se em tempos achei que esse serenar podia representar o início do fim, hoje em dia sinto que pode ser apenas o início do “ainda melhor”.
Se gosto do período do enamoramento e do frenesim associado à exploração do novo amor? Sim. Dos momentos a dois, que começam a acontecer? Das palavras que são ditas na expectativa de mostrar amor, repetida e regularmente? Seguramente. Das promessas que se vão fazendo sobre momentos que parecem não racionalizar o tempo que o tempo tem, só pela vontade de estar com o outro? De continuamente conhecermos detalhes do outro? Das rotinas de cada um que se procuram manter, ao mesmo tempo que encaixar? Das surpreendentes reacções de cada um a diferentes situações e momentos? Sim, adoro. ❤ Sabe-me sempre a uma viagem a um novo destino.🙂

A questão que se coloca é: quando é que serena? E o que representa para cada um de nós, serenar?
Olhando para algumas das coisas que para mim fazem a diferença, como partilhei em cima, serenar pode significar apenas ter menos quantidade dessas experiências iniciais. O que é normal, sejamos verdadeiros, sobretudo porque substituímos essas por outras. 🙂

Hoje em dia quando olho para este “serenar”, olho com paz. Percebo a inevitabilidade da mudança na maneira como nos entregamos um ao outro. Percebo a serenidade que consigo encontrar nalguma rotina (da qual sempre teimo em fugir). Percebo que serenar é talvez uma forma ainda mais profunda de amar.

Qual acho que pode ser o maior desafio deste tema? A incapacidade de perceber a diferença entre um e outro e a ausência de conversa sobre isso. Achar que o amor simplesmente acabou…
O que acredito que pode fazer a diferença é tratar deste tema a dois, explorando as percepções, receios e emoções de cada um, sobre esta “evolução do amor”. A coisa pode tornar-se ainda melhor, percebendo juntos como garantir que a serenidade vem também com a mudança e, descobrir a cada dia, como nos podemos descobrir de novo, por muita vida que passe, como se de uma viagem se tratasse. ❤

Quando um amor serena, termina? Não, não tem de terminar. Hoje digo com segurança e também esperança, que tenderá sempre a melhorar, se e quando ambas as partes o desejarem.

[MJL]

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