O Amor é uma Viagem

[Na Prática]

Recorda a última / uma das / ou “a” grande viagem que já fizeste.
Lembra-te de todas as expectativas que criaste à volta desse sítio / local / pessoas. Lembra-te da emoção / energia que sentiste ao lá chegar, quando começaste a ver tanta coisa nova e também tanta coisa que esperavas ver e encontrar… como sorriste ou como os teus olhos sorriram. 🙂
Lembras-te como foi bom?

Ganhei vontade de escrever este post pois, uma semana volvida de mais uma viagem, descubro um padrão engraçado.
Sempre que dou por mim a chegar a um novo sítio percebo a curiosidade, o “espreitar” pela janela, o imaginar a realidade e o enamorar-me lentamente pela ideia de descobrir algo novo.
É tão boa essa sensação. 🙂 Quando estou lá, nesse sítio novo, valorizo cada detalhe, cada descoberta, cada pormenor fora do sítio que pode tornar a beleza do local ainda mais bela, pela diferença. Quando há algo de que não gosto tanto, simplesmente me desvio, sem valorizar a sua presença. É fácil fazê-lo: o meu foco está em tudo de bom que esse novo sítio tem e o tempo é curto para dar destaque ao que não me serve.

Dou por mim a sorrir, a contemplar e a apreciar verdadeiramente aquele momento porque poderá muito bem ser único, ou não estivesse num local que não é o meu. Isso faz com que me dedique particularmente nesse processo de descoberta / apreciação do local / pessoas que lá estão.

Tomo consciência que é no momento em que vou do aeroporto ao centro da cidade em que esta expectativa se alimenta cada vez mais. Porquê? Porque a proximidade da “coisa”, acelera largamente a vontade de lá chegar. 🙂 AET_viagem_imagem dentro

Acontece também assim no amor, já pensaste? O momento em que contemplas (ou contemplaste) a pessoa pela primeira vez, em que lentamente te deixas(te) enamorar pelos seus detalhes, mesmo aqueles que nunca pensaste que te atraíssem… a alegria da descoberta, a tolerância na gestão das coisas que não correm exactamente como esperavas e porquê? Porque tudo é novo, tudo nos apaixona e enternece e sentimos, verdadeiramente, que vale a pena simplesmente conhecer e deixarmo-nos conhecer, sem receios e filtros, percebendo inclusive como somos e quão perto de nós nos sentimos naquele destino (oooops), com aquela pessoa.  É tão bom chegar a um novo “destino” e sentir todas estas emoções a ele associadas.

Pergunto então, em que momento esta magia começa a fugir (quando nos escapa)? Será que o que temos a conhecer uns dos outros é finito? Acredito que não e isso leva-me a pensar na forma como olho para a “minha” cidade…

Muitas vezes dei comigo a querer “sair” dela, passear por outros sítios, descobrir coisas novas por achar que tudo o que tinha para conhecer já conhecia ou, simplesmente, por sentir que aqui tenho todo o tempo do mundo para visitar coisas diferentes. Percebo a dada altura que quero sentir a “minha” cidade de outra forma. Gosto de o fazer. Percebo que este “lugar de sempre” também tem tanto de novo para me mostrar e que merece toda a minha atenção. 🙂 Fico mais atenta aos detalhes e permito-me apreciá-los verdadeiramente como se de uma pedra preciosa se tratassem. Falo deles com carinho e isso alimenta ainda mais o amor que tenho por eles. Melhor ainda. Tenho nesta cidade também os recantos e detalhes de anos, que me confortam, que me fazem sentir em casa. Adoro isso. 

Vou continuar a querer descobrir mundo, é um outro tipo de amor: gosto da diversidade e riqueza que isso me dá. No entanto, esta capacidade (e vontade) de apreciar o que tenho, o sítio onde estou e contemplá-lo como se da primeira vez se tratasse, faz com que alimente cada vez mais a paixão pelo meu “sítio” do costume. 🙂

Como é que isto se liga com o amor? 🙂
Na forma como também no amor tendemos a deixar passar, em alguns momentos, os detalhes que nos enamoram, pelo simples facto de estarem disponíveis para nós todos os dias.

Vejamos: há quanto tempo não olhas para a tua “cara-metade” como se fosse a primeira vez que a vês? 🙂 Permitindo-te conhecer novos detalhes e reforçar o amor pelos detalhes que já lhe conheces? Quantas vezes te limitas a “passar nos sítios do costume”, às vezes com um foco demasiado ampliado ao que não aprecias lá, que nem te dás espaço para ver o brilho que encontraste no início da vossa “viagem” juntos?

Já pensaste que há apeadeiros que podes estar a ignorar? Que há espaços que precisam de ser cuidados e apreciados e que ao fazê-lo podes torná-los ainda mais bonitos?

A questão que te coloco é: queres validar o bilhete para esse “destino” a dois? Se é seguro que sim, faz-vos um favor: enche a mala de amor e convida a tua metade a (re)descobrir os caminhos do costume e a arriscar caminhos alternativos contigo. Permitam-se apreciar a viagem. 🙂

Se, por algum motivo, estás a hesitar na resposta, atira a moeda ao ar. Nesse momento terás a resposta que procuras e, também ela, te levará a uma óptima viagem.

Torna a tua / vossa viagem única todos os dias. 🙂 ❤

[MJL]

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5 thoughts on “O Amor é uma Viagem

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