Porque é que o meu amor mudou?

[Na Prática]

Não é engraçado?
Quando estamos apaixonados, somos poliglotas nas linguagens do amor, vemos as coisas de uma perspectiva positiva, e o nosso sistema interno fica louco.
Tudo é fácil, eventualmente intenso, a vontade de estar juntos é maior, a reciprocidade acontece.

Hoje, por aqui, estamos a fazer uma espécie de retrospectiva musculada do início dos nossos relacionamentos (e do que fizemos e aconteceu depois). Partilhamos convosco as perguntas e algumas reflexões que foram surgindo. Venham daí!! 😉

Primeiro, como é que te apaixonas (ou apaixonaste)?
Há pessoas que se apaixonam quando se sentem super valorizadas. O ego fica nos píncaros, recebem atenção e não só, também presentes (físicos/emocionais). Gostam, essencialmente, do que o outro faz por elas, e ficam com vontade também de “dar”.

Outras sentem uma conexão fora de série, tudo está certo, as estrelas alinham-se, há  alturas em que parece até que já se conhecem… e basta um toque para se derreterem mutuamente. É o amor e uma cabana.

Outras pessoas, encontram noutra pessoa a certeza de estar tudo no lugar. Sentem compatibilidade, querem as mesmas coisas, o entusiasmo flui.

E há os que se apaixonam mais facilmente. Vivem com grande intensidade as suas relações, como numa festa. Estes são os que mandam 500 (ou mais) mensagens por dia, com 500 formas diferentes de dizer amam a pessoa.
(Há ainda os que misturam quase isto tudo, num milkshake de diversidade ahah)

Isto é o início, e no início, o foco no outro costuma ser muito grande.
No início, não há espaço para julgamentos, porque (isto é transversal) a nossa mente está demasiado fascinada com a corrida do trio maravilha: dopamina, oxitocina  e norepinefrina, no nosso cérebro. O foco é agradar, ter mais, fazer mais.

E depois?
Depois, o foco continua a ser no outro. Ahah!
Frequentemente, no que o outro nos pode dar. No que recebemos.

Quando começamos a conhecer melhor quem está ao nosso lado, e provavelmente a pensar mais (dando gás ou ao medo ou ao amor), os neurotransmissores “acalmam”. Nesta altura pode haver alguma diferença entre timings das duas pessoas, e a parte da “excitação” ficar para trás. Eventualmente a oxitocina sai reforçada, e o amor continua.

Aqui, pode acontecer que:
A atenção diminua; a certeza vire comodismo; a fluidez transforme-se em expectativa e julgamento; a festa desenboque em rotina.
OU
Sentirmo-nos mais equilibrados, dando e recebendo atenção de forma fluída; a certeza virar segurança num amor que se está a fortalecer no dia-a-dia; a fluidez reforçar a opção no tempo de qualidade; a grande festa passar por múltiplos momentos de surpresa e valorização do momento presente, só porque sim.

Fazendo agora uma retrospectiva:
(Se estiveres entre amores, faz este exercício com um dos teus relacionamentos passados, vale a pena – mesmo.)
– O que fez com que tu te apaixonasses pela pessoa que está ao teu lado?
– Os motivos tinham mais a ver com características da pessoa (que existiriam mesmo que tu não o/a conhecesses), ou do que o que ela ou ele te proporcionava a ti?
– O que fez com que decidisses que era com ele/a que querias passar a maior parte da tua vida emocional e até física?
– Se sentiste mudança, como olhaste para a mesma?

Lembras-te?
E…
O que acontece, hoje, no teu relacionamento?
O foco é “no que esta pessoa me dá?” ou no que tu podes dar ao outro, trazer à relação, na dinâmica que se cria entre o casal?
É que são atitudes muito diferentes, que trazem resultados muito diferentes também.

Se quiseres ir mais longe na observação…
Qual é a intenção do vosso relacionamento? Algum dia conversaram sobre isto?
Acreditas que é possível permanecer apaixonado/a?

Por aqui, acreditamos que o amor não muda, só as formas de o expressar.
…Que a paixão é bem diferente (e igualmente muito bem vinda).
E quando é dado gás ao medo (de não ser amado, de dar “demais”, de dar “de menos”), não é possível dar gás ao amor.

Que podemos sempre escolher, recomeçar, reinventar.

Olha, por aqui, esta reflexão foi-nos muito útil. 😃
Esperamos que tenha sido para ti, e se for, partilha com quem mais gostas ❤️.

[BC]

 

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2 thoughts on “Porque é que o meu amor mudou?

  1. Bom dia!

    Gostei particularmente deste texto. Muito obrigada pela partilha ❤

    Beijinho Ana Paula

    • Bom dia, querida Ana Paula 🙂
      Muito Obrigada pelo teu feedback. Que continues a inspirar-te permanentemente ❤ Beijinho grande,
      Beatriz

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