Decidir com amor

[Na Prática]

Quando falamos de amor e sentimos alguma insatisfação, necessidade de mudança, dúvida… não é propriamente fácil tomar decisões – independentemente das circunstâncias. Como a decisão de ir ou ficar. De apostar ou deixar ir.

decisoes_dentroMuitas vezes, muitas vezes mesmo, penso em como tenho sorte por morar neste país, por ter nascido quando nasci, e por poder estar hoje aqui, ter a possibilidade de decidir, escolher o rumo da minha vida e as pessoas que dela fazem parte.
Acredito profundamente que quando exercemos a nossa capacidade de escolha e decisão, estamos a honrar as oportunidades de que dispomos. E não só. Estamos a exercer o nosso poder criador, de novas realidades, circunstâncias que segundo o nosso percurso fazem sentido.

Mesmo assim e tendo em conta estas vantagens, não é fácil. Principalmente se estivermos inclinados para “sair” do relacionamento.
Os bloqueios à decisão são sempre internos. Podem ter origem em especulações sobre as expectativas de outras pessoas (de fora), por medos vários: de desiludir a família, de ser encarad@ como má pessoa, de ser isto ou aquilo… enfim.
Um monte de alucinações. Nada disto existe. As pessoas que nos rodeiam, as que estiverem preparadas, aceitam toda e qualquer decisão tomada. E é perfeitamente legítimo se precisarem de algum tempo até que isso aconteça – faz parte do percurso de crescimento delas, não te metas nisso, em julgar se te julgarem.

Os bloqueios podem também ter origem num desalinhamento interno entre o que sentimos no momento e  convicções assumidas, a tão desejada coerência “Opps… Eu queria estar aqui… e agora já não quero. O que é que isto faz de mim?!”
E existem também aqueles bloqueios em forma de descrença no amor e nos relacionamentos amorosos. Em forma de queixume, como quem engole sapos por escolher não ter outra opção.
Por estes e/ou muitos outros motivos, muitas pessoas optam por deixar de questionar os seus relacionamentos.

Como neste blogue somos a favor de “questionar” e decidir, acreditamos no amor em crescimento e por crescimento… aqui vai disto!

Há diversas formas que nos ajudam a decidir ficar ou ir. Ir ou ficar. Ou ainda… if! Porque é sempre possível uma terceira via, como viver um tempo em “suspenso”, com a intenção de deixar acontecer, de forma consciente. Se estiveres aqui, certifica-te que não estás simplesmente a adiar uma decisão com a barriga.

Se és daquelas pessoas que valoriza muito a sua certeza, que gosta de ter em conta as suas opções (todas e mais algumas), podes escrever uma lista: à esquerda: o que ganhas com este relacionamento.  À direita o que perdes com este relacionamento. Se vives muito com a necessidade de certeza e segurança, podes demorar anos a fazer e refazer esta lista. (lol)

Experimenta, numa altura em que estejas calma/o, sem distrações, colocar-te a seguintes perguntas. Responde da forma o mais intuitiva possível.

* O que queres no relacionamento é “o mesmo” ou congruente com o que a pessoa com quem estás quer? (convém conversar sobre o/a teu cônjuge para responder a esta, ok?)
* Imaginas a Tua vida sem o vosso relacionamento?
* És tu próprio/a com essa pessoa? Se sim, ele/a aceita-te como és?
* A pessoa com quem estás desafia-te a pensar diferente? De que forma?
* Divertem-se, juntos? (Mesmo juntos)
* Sentes que és melhor pessoa, com ele/a, pela sua influência e pela dinâmica que se cria entre vocês?
* Conheces o pior dele/a, conheces o melhor, e escolhes ambos para viver contigo?

E agora, a derradeira pergunta:
* Queres continuar? E se sim, está tudo bem. Fizeste tudo o que estava ao teu alcance para que o relacionamento fluísse? O que podes fazer de diferente?
Se não queres continuar, está tudo bem também, sabes?

Há tempos ofereceram-me um conselho que nunca mais esqueci, e que coloquei imediatamente em prática. Foi mais ou menos assim: “Queres usufruir do relacionamento ideal? Então sê a namorada ideal – para ti, sê o teu próprio ideal, que tem nada a ver com perfeição. Não o que esperam de ti, e sim o que tu queres e fazes, na tua melhor versão. Fica atenta.”
(O que nos leva à conversa sobre as diferentes linguagens do amor – independentemente da decisão.)

Este foi o melhor conselho que recebi. 🙂

[BC]

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5 thoughts on “Decidir com amor

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