Tenho medo de amar?

[Na Prática]

Já alguma vez te questionaste acerca deste assunto? Porque surgem inseguranças e medos quando estamos num relacionamento? Para que servem? Mesmo que seja para “protecção”… Estamos a proteger-nos de quê?
Podem aparecer em forma de ciúme, de tristeza…
Podem aparecer em forma de vontade de fugir do compromisso…

Para cada um será diferente. Cada um teve as experiências amorosas que teve, os modelos que tem, o tipo de influência que os circunda (e que são tão importantes… as pessoas que nos rodeiam). Mas somos todos humanos, e muitos dos problemas que me tocam, tocaram também amigas e amigos meus, quem sabe a minha irmã, o meu vizinho.

Por já ter passado por isso algumas vezes, e ter (sabe Deus o quanto) pensado e lido sobre isso, hoje decidi escrever sobre este assunto. Sobre o medo, a insegurança, nas relações.
Tirei algumas conclusões. Espero que te sejam úteis. 🙂

1. Conhecer, para ultrapassar. Mas só se quiseres MESMO.

Quando é que eu sinto este medo?
O que o desencadeia?
O que é que fiz imediatamente antes dele surgir?
Qual foi a minha reação a este medo, no passado? É um “cromo” que já vi antes, este medo, esta insegurança?
Qual foram as minhas atitudes perante este sentir e o que aconteceu logo depois?

Só fazendo uma investigação interna, conseguimos “mapear” a nossa forma de estar perante este tipo de emoção.
Responder a estas perguntas, dá uma boa pista de como e quando acontece. E esta é informação valiosíssima, quando queremos sentir alguma coisa diferente.

Depois de responder a perguntas como esta, ficou mais fácil perceber que sobrevivi sempre, sempre que estas emoções pareciam apoderar-se de mim.

E isso, trouxe-me alguma tranquilidade. A noção que está, realmente, tudo bem. Mesmo sentir o que senti.
O medo surgiu por um motivo,  com certeza ajudou-me a sentir que me protegia, de alguma forma. E se calhar foi útil, para tomar decisões. Abracei-o com gratidão.

Depois disso, foi mais fácil passar ao passo seguinte: mostrar a mim própria que há outras formas de lidar com ele. De o tornar mais útil e amoroso, até.

2. Não viver no presente origina medo.

Sempre que sinto medo – e isto é transversal a todas as áreas da vida -, mesmo quando sentia medo de amar, pensava sempre no passado. Relacionava com coisas que me tinham acontecido, e temia pelo futuro.
“Será que vai ser igual?”
“Eu já vi este filme…”
Felizmente, consegui quebrar este padrão. O padrão de repetição que provavelmente tem origem aqui, e que ajuda a sedimentar formas de pensamento que nos trazem experiências menos boas.

O que fiz, foi o seguinte:
Depois de perceber que não estava a viver o presente, tomei a decisão de fazer algo em relação a isso.

Sempre que apanhava a fazer isso, fazia, ativamente, outra coisa. Ía colocar uma música que não tivesse nada a ver ou telefonava a uma amiga para sairmos, começava a fazer alguma coisa, qualquer coisa que me ajudasse a deixar de pensar nesse assunto.

Ao parar de pensar no que de mal poderia vir, comecei a viver mais o presente. Comecei a olhar para o futuro com confiança. O que nos leva para o ponto seguinte!

3. Confiar no fluxo da vida.

Quantas vezes aconteceu alguma coisa que achavas ser péssima, e se revelou, afinal, útil… ou até boa?

A sério. Aquela relação que não querias nada que acabasse, mas que ao acabar, te permitiu conhecer alguém que te ajudou a sentir muito melhor. Aquele trabalho do qual foste despedida (ou cujo contrato não te renovaram), e te empurrou para perceber que, afinal, querias era fazer uma coisa totalmente diferente… Os exemplos são imensos, e também muito pessoais.

Ao pensar nestas coisas, lembro-me, de novo, que está tudo bem. Mesmo que não esteja a ver ou sentir isso no momento. Penso, digo, penso de novo “está tudo certo, no final, tudo fica bem – eu sei”.

Afirmações como esta são poderosíssimas. Estamos, no fundo, a comunicar para nós próprios/as “calma”. Isso nota-se, na nossa energia, no que vamos fazer a seguir, no que vamos sentir, daqui a pouco.

4. Foca-te em ti, não no outro

O medo surge quando nos focamos e amplificamos pequenos fragmentos de informação que consideramos ameaçadora. Se nos focarmos em nós, enamorarmo-nos, tudo muda. Não te lembras como fazer? Lê aqui.

5. Deixar de complicar o que é simples.

Nada disto é fácil… e já todos estivemos aqui, provavelmente. Mesmo os mais seguros de si, mesmo os mais positivos. Já estivemos todos aqui.

Agora é só sair.
Esta é simplicidade da vida. Cada vez deixo mais de a complicar. E tu?

🙂

[BC]

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