O perigo do silêncio

[Na Prática]

Hoje traduzimos para vocês um artigo muito interessante, sobre o efeito do silêncio – quando as coisas não estão “bem” -, numa relação. Notem que não tem nada a ver com aquele silêncio cúmplice, de respeito e … natural.
É o “outro”! Aquele que “grita”, de raiva, impaciência… ou que “chora” de falta de fé na relação.

Esperamos que este artigo vos inspire e seja útil! 🙂

O Silêncio evita o confronto, mas pode acabar com a tua relação sem que te dês conta.

A comunicação é o cerne de todas as relações bem sucedidas, sejam estas pessoais ou profissionais. Então, tal como na vida profissional, também na pessoal, o silêncio e a inação pode minar e criar distância entre as pessoas, e fazê-lo quase sem darmos conta.

Como o silêncio pode impactar negativamente Relações, independentemente das nossas intenções

A questão aqui é que o silêncio pode servir para evitar conflitos nas relações, especialmente em alturas de stress ou quando um dos parceiros está de alguma forma a ser dominante.
Isto pode subsequentemente causar diversos problemas e fricções na relação, especialmente pelas seguintes razões:

1. O silêncio pode ser usado como uma forma de manipulação
Num nível central, este tipo de silêncio surge pela opção de não falar e em alguns casos não ter qualquer tipo de contacto íntimo.
Pode manifestar-se como uma forma de controlo subconsciente, pois o silêncio cria a impressão que há um problema ou um estado emocional que é simplesmente muito difícil ou sensível para se falar.
A indisponibilidade para comunicar sentimentos com alguém que se ama (independentemente das razões para o fazer) pode deixar um sentimento no outro de que está a ser punido por algo que fêz de errado, forçando pessoas mais submissas a tentar acalmar aquele que não comunica.

2. Falsas interpretações podem minar as relações
Como podemos ver, silêncio propositado ou inevitado pode ter uma influência indirecta nos pensamentos das pessoas e no seu comportamento. Especificamente, pode criar uma narrativa interna na mente da pessoa (que se mantém em silêncio) e se não for esclarecida, pode reafirmar percepções negativas projectadas …por falta ou falhas de comunicação.

As emoções negativas são assim baseadas em conclusões precipitadas sobre a gravidade dos “gatilhos” ou eventos que originaram o silêncio, que por sua vez mantém este silêncio e comportamento introvertido.
Estes ruminares, pensamentos circulares negativos sobre o outro poderão tornar-se problemas, especialmente em alturas onde o silêncio for usado como arma de controlo.

3. O silêncio só cria uma ilusão de paz
Talvez a principal questão com o silêncio seja que cria uma ilusão de paz, especialmente naqueles que tendem a ser mais submissos. As pessoas podem começar acreditar que é preferível não falar do que iniciar uma discussão. O problema é que isto é prejudicial para si próprios, pois acabam por invalidar-se e às suas opiniões/pontos de vista. Também é pior do que uma franca troca de ideias, que possa identificar as raízes dos problemas e encontrar soluções.
Infelizmente, o silêncio aumenta a percepção do problema, e cria distância na relação, pois não permite aos casais de resolverem as suas diferenças.

4. Como ultrapassar o silêncio numa relação
O silêncio na relação cria separação até física, quando os casais começam a procurar os seus santuários privados, como um quarto de hóspedes ou uma divisão específica onde possam passar a maior parte do tempo sós.

Não basta dizer que as pessoas precisam de comunicar mais, pois não será eficaz, se um dos parceiros insiste em permanecer calado ou emocionalmente ausente [Ou se não comunica de forma calma, com vista a um entendimento, seja este qual for].

Invés disto, a chave é focarmo-nos na eficácia da comunicação, e aprender a ser ouvido. Esta é uma competência que pode ser aprendida através de formação em assertividade, por exemplo. Enquanto desenvolvemos este tipo de skills de comunicação, e entendermos como “partir” um muro de silêncio, o casal pode também aliviar a situação criando uma distância de curto prazo, com o objetivo de reflectir sobre os assuntos da relação. Isto nega os efeitos do silêncio [pois há uma assunção que um problema terá de ser resolvido] , e permite a ambos lidar com as suas emoções.

É importante ter em atenção a mensagem deste artigo e entender o impacto que o silêncio tem na nossa própria mente. Se estamos em silêncio [de forma pouco ou nada saudável], é porque ou precisamos de ajuda para entender e chegar às próprias emoções, ou estamos a tentar condicionar uma reposta nos nossos parceiros. Por outro lado, se estás sempre a tentar comunicar com um parceiro silencioso, deverás fazer o possível para evitar tirar conclusões precipitadas e invés disso, dar passos práticos para aumentar o nível de comunicação que existe na relação.

Artigo original presente aqui

 
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