Sobre a saudade

[Na Prática]

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Sentir saudade. Esse sentimento tão bonito de recordar alguém.

Ela surge das mais diferentes formas. Às vezes com uma ausência limitada no tempo, por vezes uma saudade do que foi e já não é, noutras uma saudade do que podia vir a ser. Às vezes uma saudade de sentir saudade… e noutras vezes, apenas saudade, pela ausência física de alguém.

A verdade é que se a sentimos, à saudade, tendencialmente será porque quem no-la provoca nos recheou de muitas memórias, uma boa parte delas boas (e que bom, isso é…), que nos trazem momentos de alegria e saudosismo. Por outro lado, ligada a essa sensação positiva, pode vir associada uma ligeira _______ (encontra a tua palavra), pela indefinição sobre se voltaremos a ter essa pessoa connosco ou, nalgumas circunstâncias, pela certeza de que tal não irá acontecer.

Quando hoje penso em saudade, penso naquela que tenho pelos diferentes tipos de amor que passam pela minha vida e conforta-me sempre lembrar-me que “aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. Antoine de Saint-Exupéry”. Esta é, definitivamente, uma verdade com que me identifico e que gosto de abraçar nos momentos em que a ausência de alguém ou de alguma vivência, me toca.
Ainda assim, por vezes não sei o que fazer com ela. Imagino que em algum momento da tua vida tenhas sentido o mesmo…

Sentir saudade é uma doce expressão de carinho. Aceita-a e abraça-a. Quando a sentires, partilha-a. Acredito que uma das melhores coisas que pode existir neste processo de “sentir saudade” é poder “dizê-lo” sem pudor, seja verbalmente, por escrito, falado ou mesmo em pensamento. Gosto de fazê-lo. Enche-me o coração. Adoro ouvi-lo também.
Se por algum motivo não podes ou queres fazê-lo, sorri. Aproveita esse pensamento e envia a essa pessoa luz e amor de cada vez que pensares nel@ e depois deixa ir…

Hoje quero dizê-lo, a diferentes pessoas, de diferentes formas e com diferentes intensidades… por isso o partilho contigo também.

Tenho saudades tuas.
Estou verdadeiramente grata por teres recheado de alguma forma as minhas memórias e por fazeres parte, para sempre, de um lugar do meu coração.

[MJL]

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2 thoughts on “Sobre a saudade

  1. Eu quero amar este, aquele e toda a gente etc, já a Florbela Espanca o dizia. Alguém , que também muito sofreu, mas que nunca será esquecida.Creio que o amor incondicional sempre será aquele que nunca nos pede nada em troca. Então deixemos a nostalgia e vivamos todos os momentos como únicos. Amar, amar tudo que nos rodeia, amar o Sol, que nos aquece, amar a chuva, o vento, enfim, sem eles não poderiamos viver. Só pelo simples fato de termos a possibilidade de ver, sentir e falar não será algo maravilhoso? Saber apreciar estes valências e sentirmos que temos um ombro amigo com quem podemos contar, há sim isto é saber viver. Então vamos viver a vida, vamo-nos soltar.e sorrir, sorrir á vida

    • Muito grata pelo comentário. 🙂
      Fez-me pensar de novo no que me levou a escrever este artigo e como aceitar a saudade que por vezes nos assola em relação a alguém (fisicamente neste mundo ou não), faz tanto parte do nosso presente e quem somos. Aceitar isso, de facto e para mim, é vida. Faz parte da “volta ao sol” e dos sorrisos que já tive com esse alguém, que despoletam sorrisos nos dias que correm, sem nenhum prejuízo para as pessoas que fisicamente se encontram comigo. Uma nostalgia doce, portanto. Muito grata por este comentário. 🙂

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