[Nas Artes]

(Silêncio).
– Estás tão ausente.
– Também tu estás ausente.
– Diz-me porquê.
– Diz-me também tu porquê.
– Isso entristece-me tanto.
– E como pensas que me sinto.
– O mesmo te pergunto eu.
– És tu que me tornas ausente.
– Mas eu estou aqui.
– Eu também, deixa lá!
(Silêncio).
“Livro da noite”, de Per Aage Brandt
Às vezes, a ausência cria desencontro ou o desencontro cria ausência.
E depois? Depois, depois de sentir/perceber/olhar para esta ausência inventada, os amantes podem sempre reencontrar-se, no silêncio – presente. É tão simples, não é?
🙂 ❤
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