Agora

[Na Prática]

Já experimentaste sentir este momento? Sim, este mesmo que estás a viver. 🙂

Parar, simplesmente, sem ter pressa para ir, sem pensar no que foi, saboreando apenas tudo o que este
momento te dá. Uma imagem, um som, um cheiro, uma sensação, um sabor. Permite-te sentir isso. Fecha os olhos por um instante. Fica atent@… #amoremteoria#agora gota bolinha

Quantas vezes no teu dia-a-dia te permites fazer isto? Quantas o fazes contigo e quantas o fazes quando estás ao lado de outra pessoa? Aproveitando cada bocadinho que ela tem para te dar. Cada sorriso, cada toque, cada palavra, cada gesto, cada sensação… Quantas vezes estás tão no momento que te permites experienciar isso tudo, sem fazer comparações com o passado ou planos para o futuro?

Temos falado cada vez mais da nossa “presença” nas nossas relações, por aqui. Primeiro a nossa presença em nós, aceitando quem somos e o que sentimos e depois a nossa presença junto a outros. Porquê este foco?

A ânsia de fazer acontecer, de experimentar e, por outro lado, de garantir que “mantemos a nossa identidade”, poderá toldar, em alguns momentos a liberdade de expressão e movimento face ao outro, por um sem número de filtros que espontaneamente (e fruto da nossa experiência passada ou crenças) criamos, p. exp: “o que é que vai pensar”; “foi demasiado?”; “esta atitude significa isto”; “se lhe disser isto agora, no futuro vai ser sempre assim”; “se não ponho um limite agora, poderá não perceber mais tarde”; “se está a agir assim é porque não gosta de mim”; “quando eu faço isto, significa aquilo, logo, para a pessoa também”… e por aí fora. Estes filtros, muitas vezes carregados do peso do “socialmente aceitável”, condicionam as nossas relações no presente. Se em qualquer relação isto pode acontecer, é interessante colocarmos a nossa atenção no início de uma relação, em que tudo tende a ser ainda mais amplificado do que o habitual, pela curiosidade natural deste arranque.

Nos dias que correm, é tão habitual ver pessoas a aproximarem-se romanticamente, começarem a enamorar-se e, fruto de histórias passadas, a inibirem-se de agir de forma espontânea e livre. Como se as histórias do passado continuassem a ter um peso gigante na sua vida, esquecendo-se, por vezes, que a nova pessoa que têm à sua frente nada tem a ver com o passado… é simplesmente ela, ali, no presente. Quando esses filtros surgem, tipicamente vêm associados a medos passados, aversão, pânico e, por vezes, entramos numa espiral de “ruminação” de pensamentos que em vez de alimentarem o nosso amor, o cobrem com um nevoeiro espesso e difícil de limpar.

Ora bem… este é o momento de parar… porque aconteceu algo semelhante no passado (com outra pessoa) não significa que volte a acontecer no presente (com a tua nova pessoa). A tendência para nos bloquearmos e desistirmos pode ser grande, por pura associação / comparação com relações anteriores. Foca-te na solução, se queres estar verdadeiramente, com essa pessoa. Permite-te conhecer quem ela é e quem são vocês juntos.

Pára, olha e aceita o momento, sem ligações ao que foi e ao que pode vir a ser. Leva a tua mente e coração a zeros e experimenta utilizar “mente de principiante”, como se fosse a primeira vez que vives cada sensação e pensamento, porque em boa verdade, este momento é mesmo único.

“Ontem é uma história, amanhã é um mistério, mas hoje é uma dádiva. Por isso é que se chama presente.”

Panda Kung Fu 🙂

Ainda assim, quando essa neblina teima em aparecer, o que podemos fazer para limpar?

Experimenta começar devagarinho. Contempla. Convida a tua pessoa a estar contigo num momento de plenitude. Em que só se têm um ao outro, sem telefone e sem filtros… experimenta olhar essa pessoa nos olhos, ver o que o olhar dela te faz sentir naquele momento, tocar na sua pele e ver a forma como reages. Ouve-a. Ouve-a sem falar… escuta apenas, sem interferir, sem julgar, permitindo-te conhecer quem ela é o que te está a mostrar agora. Sem pensar no que foi no passado e no que poderá ser no futuro.

Permite-te outra coisa… quando vacilares e deixares que os teus filtros condicionem as tuas atitudes, pára e respira. Tendemos a projectar no outro quem somos e a nossa história e, por isso, a avaliar os seus comportamentos em função do que nos é familiar. Surpreende-te com isto: sobretudo quando não conhecemos bem a outra parte poderemos estar a partir do pressuposto errado. Assumir que determinada reacção da pessoa teve apenas uma causa (pois era assim que aconteceria contigo, pode ser uma ideia muito falaciosa…). A questão que colocamos é: em vez de alimentarmos uma emoção que nos está a deixar desconfortáveis em relação a uma situação, por acharmos algo, não seria mais fácil perguntar ao outro qual a sua intenção ao fazê-lo? Mostra a tua vulnerabilidade, quem és… poderás ser agradavelmente surpreendid@.

Permite-te sentir. A disponibilidade e a curiosidade são duas características ajudam imenso a aproximação de um casal.

Aprende a adorar quem és individualmente, quem és com a outra pessoa e quem são juntos. Mais maravilhoso ainda… adorar quem são separados, pois são esses dois seres isolados que acrescentam magia ao casal.

Por agora, permite-te viver o momento. O amanhã será o que for e o “agora” de há pouco já passou. 🙂 ❤

[MJL]

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One thought on “Agora

  1. Pingback: As histórias que criamos | Amor em teoria

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