[Na Prática]
Na medida em que nos sentimos enraizados em nós já não procuramos compulsiva ou veemente um companheiro. E é desde essa maturidade, precisamente, quando podemos encontrar o companheiro idóneo, mas já não precisamos dele. Se surgir, veremos a opção que tomámos, mas já não procuraremos que alguém procure por nós aquilo que só nós interiormente podemos procurar.
Ao não procurar um companheiro obsessivamente, porque já estamos completos em nós próprios, é quando pode aparecer o adequado. Deveríamos começar por prescindir do termo “casal”, porque já é um rótulo que limita e constrange, quando na verdade, ninguém é de ninguém.”
Nuria Jiménez Marquéz in A arte do casal, Ramiro Calle