[Nas Artes]

“… tão real como uma planta
tão trémulo como um pássaro
tão quente tão vivo como o verão
Nós podemos
partir e voltar
Nós podemos esquecer
e depois adormecer
acordar sofrer envelhecer
adormecer novamente
sonhar com a morte
e acordar sorrir e rir
e rejuvenescer
Nosso amor continua ali
obstinado como uma mula
vivo como o desejo
cruel como a memória
estúpido como o remorso
terno como a lembrança
frio como o mármore
lindo como o dia…”
Jacques Prévert
Excerto de “Este amor”
Fotografia: Zoom ID, Francisco Mendes


