[Nas Artes]
Há poemas que dispensam palavras… aqui fica, apenas e só, sem pontos finais. 🙂
Traço comum
descalço-me de sombras para chegar a ti
as linhas do meu rosto são claríssimas
nelas não vês o velho, a criança, o adulto
vês apenas o traço comum
que é onde eu procuro a tua mão
na transparência da minha palavra inteira
Vasco Gato, in Um mover de mão, Assírio e Alvim


