[Nas Artes]
“Não basta abrir a janela para ver os campos e o rioNão é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse, que nunca é o que se vê quando se abre a janela.”
Alberto Caeiro
Fotografia: Maria João Lambertini


