[Nas Artes]
Há pouco mais de um ano assistimos juntas a uma exposição chamada “Arte é terapia”. Ao longo do Rijksmuseum, em Amesterdão, fomos convidadas a olhar para algumas obras expostas, com um desafio: o de olhar para as obras como um convite à “cura” de maleitas várias.
Foi criada e levada a cabo pelo filósofo Alain de Botton e o historiador de arte John Armstrong. Enormes post its ao lado dos quadros, continham determinada “doença” e um texto onde treinavam o nosso olhar (e a nossa emoção) com novas abordagens de leitura da imagem. Um convite que não só aceitámos, adorámos, como partilhamos aqui, um deles! Um dos mais “amorosos”. 🙂
“Doença: Os meus problemas são a impaciência, egoísmo, falta de cuidado…. eu raramente coloco o meu braço em volta d@ minha/meu espos@.
Obra: Isaac e Rebecca, também conhecido por A noiva judia, de Rembrandt Harmendz Van Rijn
Reflexão:
O calor e o silêncio do amor que sentem um pelo outro, [e a exaltação deste momento por Rembrandt] apesar de nenhum ser extraordinariamente atraente, é profundamente comovente.
Embora marcante, esta é uma imagem orientada para produzir uma reacção ambivalente. Nós maravilhamo-nos, porém, também sentimos arrependimento.
Não vivemos a beleza desta imagem. Fomos demasiadas vezes bruscos, rancorosos, pouco atentos com a pessoa que amamos. Ou paramos por um instante com uma visão: talvez pouca desta leal e terna devoção foi experienciada ou manifestada. Rembrandt ilumina com dolorosa exactidão certa “falta” [mostrando o completo](…)”.*
Acrescentamos, de nossa parte, que este é um convite ao reconhecimento de nós enquanto merecedores deste amor… assim o queiramos cultivar. Podes começar por aqui (de ti para ti) … ou por aqui (de ti com @ teu/tua mais que tudo)! 😉
*in Art is therapy, Alain de Botton e John Armstrong, publicação Rijksmuseum
[ ] Pensamentos amor em teoria