Enamora-te!

[Na Prática]

amor_atrairPenso muitas vezes na simplicidade da vida. E em como a complicamos! Todos sabemos “atrair” amor…  Já o fizemos muitas vezes… Podemos é esquecer-nos de como se faz! Esta, que é uma das capacidades base que nos assiste (já está aqui), talvez se esbata por vivermos muitas vezes num ritmo acelerado, em que começamos a pensar demais, sentir “demais”, a pensar sobre o que sentimos e a dar significados sucessivos ao que acontece (uff…). Esquecemo-nos de amar.

Por isto mesmo, às vezes, faz-nos bem fazer o processo reverso. Sentir, pensar, pensar e voltar a sentir de outras formas, diferentes das que temos feito, pode conduzir-nos à simplicidade inicial. Hoje, é sobre este assunto que vou escrever, sobre o que está presente, quando atraímos amor ou como nos podemos enamorar – independentemente de estarmos num relacionamento ou não.

“Your beliefs become your thoughts, Your thoughts become your words, Your words become your actions, Your actions become your habits, Your habits become your values, Your values become your destiny.” Gandhi

Desde cedo percebi que aquilo em que acredito determina o meu destino. Por isso mesmo, decidi reforçar a crença que tudo o que acontece na minha vida amorosa é para o meu bem supremo ou pelo menos tem um propósito maior, que posso ou não entender no momento. Este pensamento ajuda-me a olhar para as coisas com maior leveza – na maior parte do tempo. Aquela leveza que me permite viver melhor e… sorrir!

Por isso, a minha primeira sugestão, é: procura formas de consolidar a ideia que aquilo que é bom para ti, acontece! Relativiza quando não estás a ver acontecer. E olha à volta, repara onde já sentes amor. Respira fundo, e acredita em ti, no teu processo.

Queres namorar contigo?
Quando estamos pront@s para receber amor, antes disso, já fizemos o trabalho de casa, de forma mais ou menos inconsciente. Vamos fazer isto de forma consciente, agora! 😀

Claro que é espectacular quanto nos dizem que nos amam,  quando somos mimad@s… ao mesmo tempo,  se metemos na cabeça que precisamos disso (para nos sentirmos amad@s de verdade) estamos bem arranjados… Um dos motivos é porque a noção de “falta” atrai mais falta (e esta pode vir acompanhada de sentimentos de dependência, etc.). Se sentires “falta”, pensares nisso dessa forma, reforças a emoção, e obténs mais dessa sensação…

Repara, isto não é ciência de ponta… com que pessoas gostas mais de estar (ou por quem te sentes mais atraíd@)?  Com as que estão de bem com a vida, que sorriem só porque sim, ou com as que te cobram atenção e mostram dependência (de formas mais ou menos stressantes)?

Para irmos de encontro ao amor, é necessário amarmo-nos a nós, basicamente. E isso significa aceitarmos a nossas emoções – incluindo a tal sensação de dependência, se surgir – o nosso corpo, as nossas características, o nosso percurso.
🙂 Como é  que isso se faz? Com atenção à nossa energia. Ao que dizemos, ao que fazemos, à forma como nos vemos, aquilo que queremos… e agirmos em prol da nossa vontade consciente… deixando ir o que não for interessante.

Porque motivo somos muitas vezes mais tolerantes com os nossos amigos do que connosco próprios? Está na hora de seres o/a teu/tua melhor amig@. Ok?

Repara que em nenhum momento disse que nos devemos amar “mais” do que ao nosso/a namorado/a. (Para isso tínhamos de saber, como canta Sérgio Godinho, “quantos quilos tem o amor” lol!)
Acredito que o amor só sabe acrescentar, sem divisões aritméticas, sem transações mercantilistas. Tu amas-te, colocando em prática o teu amor próprio, respeitando o teu querer e aquilo que te faz sentir bem. E é sentindo-te bem que atrais amor. É tão simples como isto. Por favor, não confundas formas diferentes de mostrar que se gosta de alguém com “quilos” que recebes ou deixas de receber.

Depois de estares atent@ a ti… Namora ainda mais contigo!
O que é gostas de fazer? O que te faz vibrar?  Independentemente de teres ou não um relacionamento, interessa te por ti. Pelas tuas coisas, pelo teu trabalho. Cultiva as tuas paixões! Desta forma, vais brilhar… por ti e para ti.

É tão bom quando conhecemos alguém diferente e partilhamos as nossas paixões. O tempo voa! E quando estamos num relacionamento e partilhamos coisas novas… trazemos uma sensação de novidade, acompanhada daquele sabor de frescura, quase como nos estivessémos a conhecer de novo… e estamos (link).

Conhece-te.
Se eu te perguntar o que queres num relacionamento, sabes responder? Ou se tiveres num, o que adoras no teu relacionamento? Ou que tipo de pessoa gostarias de conhecer? É muito fácil alimentar a insatisfação numa relação ou por falta dela, quando o teu próprio “sistema” não sabe o que queres. “Ele” precisa de direcção,  querid@! 🙂 Quando definimos o que queremos, a nossa atenção muda. O nosso foco, muda. Começamos a ver mais oportunidades, mais soluções. A sorrir mais!

A direcção é assim uma das bases do teu comportamento… e conduz-te ao teu destino. Quando tomares decisões, é bom que sigas/decidas pela direcção que escolheste! Se não, reflecte, aprende e refaz o teu caminho. Ninguém nasce ensinado, e nesta vida, que é só uma, tens acesso a fantásticas oportunidades de crescimento. Aproveita-as.
Depois de saberes o que queres, e se estiveres num relacionamento, partilha com o teu namorado/a, sim? Pergunta-lhe o que ele/a quer também. Interessa-te por ele. Aprende a sua linguagem (link).

Outra crença que eu nutro com muito carinho é a de que este é um mundo de possibilidades. E esta ajuda-me a esperar o melhor sem me prender a ideias fixas de como deverá ser o meu futuro. Sim, sei bem o que quero. Ainda assim, reservo um grau de abstração que me permite olhar para o mundo como uma loja de rebuçados. As expectativas surgem, inevitavelmente, com o definir do meu querer. Mas tenho-as debaixo de olho. 😉  É que eu sei que o amor não se compadece de cobranças… e o que são expectativas senão mais uma forma de cobrança?

Se acreditares que tudo o que acontece tem um motivo maior, fica mais fácil? (Lê outra vez a parte sobre “acreditar”, se vires que tal.)

A par da nossa inata capacidade de amar, está a nossa condição (humana) de sermos livres. Livres para escolher, livres para mudar – aproveita para fazer isso agora. Aproveita o momento com consciência (do que sentes, queres, pensas, fazes) e verás como tudo bate certo – mesmo quando não parece. E, muito importante, sê fiel a ti próprio/a.

Afasta-te, deixa ir o que não é congruente com o que acreditas. Sentimentos, pessoas, energias… mais uma vez, tu sabes. Faz isso sem dramas.
Coloca os pés no chão, e alia a tua capacidade de sentir à de observar, com clareza, o que está a acontecer. Deixa situações dúbias para trás – a não ser que queiras mantê-las, se isso for o teu objectivo.

E depois de tudo isto?
Depois, deixa fluir, deixa acontecer. Ao acreditares, cultivares as tuas paixões, enamorares-te de ti, decidires pelo teu amor com liberdade, deixando ir o que não é congruente, sendo fiel ao que queres… partilhares”-te” com a pessoa que está ao teu lado vai ser muito mais giro!
Se não estás num relacionamento, entra numa viagem de partilha contigo e sai, diverte-te, aprende uma língua nova, cria um novo hobbie, faz uma viagem sozinh@… Acima de tudo, acorda para as possibilidades – elas andam aí!

Estes passos colocam-te em contacto com o amor… Amor atrai amor.
…Consegues sentir? 🙂

[BC]

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11 thoughts on “Enamora-te!

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