Sobre o ciúme

ciume_amor

[Na Prática]

Provavelmente a maioria das pessoas já sentiu ciúme. Um sentir irascível e julgador iniciado por alguma coisa externa percebida ou interpretada como uma ameaça. Esta emoção pode tornar-se ácida q.b.. Não só tem o poder de minar o amor, como tem potencial para infectar o nosso dia… e o dos que nos rodeiam, por influência.

Apesar de ter sentido ciúme poucas vezes, rapidamente percebi que tinha uma resposta padronizada ao mesmo. No meu pensamento, surgia algo deste estilo: “Bem, se esta situação é assim, se esta pessoa faz isto, muito provavelmente não é para mim. Não há motivo nenhum para me continuar a interessar.” E ía à minha vida, livre e “mentalmente” satisfeita, parecia-me perfeitamente lógico, e o melhor para mim! O distanciamento que este pensamento acompanhava refreava o ciúme, e não só… refreava a paixão, o sonho… aquelas coisas que gostamos tanto no amor romântico. Funcionou uma ou duas vezes. Noutras, serviu-me apenas para a negligenciar a minha emoção…

Se este tipo de pensamento/resposta algum dia te surgir, repara no que mais traz com ela. Se for clareza e paz, talvez venha daquele teu local onde a tua verdade mora (aquela que dispensa grandes explicações, simplesmente está lá, e é isso).

Entretanto descobri um “padrão” alternativo que me parece útil partilhar contigo. 🙂
Em vez de imediatamente dar um significado a algo que acontece, e concluir qualquer coisa, experimenta antes questionar essa emoção.

Ou seja: pergunta-“lhe”:“O que é que estás aqui a fazer?” (lol – a sério!)
E pergunta-te… “Esta emoção serve-me para o quê?” “Que conclusões estou a tirar? Há outros significados possíveis a retirar disso que eu vi/percebi?” “Se eu fosse o meu vizinho ou outra pessoa qualquer, teria visto o mesmo?”
Este é um exercício simples de criatividade, que vai conduzir-te a novas possibilidades emocionais. É uma forma de respeito para com o teu ciúme, estás a reconhecê-lo na sua profundidade, naquilo que te pode dizer sobre ti.

Em desenvolvimento pessoal, fala-se na existência de dois “grandes” medos. O medo de não ser suficiente e o medo de não ser amado. Qual dos medos poderá estar na origem do teu ciúme?  Esse tipo de situação já aconteceu antes?
Como se resolveu?
Em que outros relacionamentos surgiu, e qual foi o desfecho?

Ao colocares estas questões, estás a fugir à superficialidade infecciosa do julgamento imediato.
E já agora, isto é válido para qualquer emoção! Questionar emoções é a melhor forma de colocar “pause” nas mesmas.

Depois deste processo, já estarás em melhores condições para falar com quem de direito, se fizer sentido. Um dos factores apontados como potenciador de equilíbrio e longevidade salutar nos relacionamentos, é o grau elevado de abertura nos mesmos. O que inclui partilha de medos, inseguranças e “chatices”, com muita transparência – sem julgamentos precipitados ou agressões do estilo. O julgamento filtra negativamente a comunicação, e tende a acender defesas… Se queres respeito, se queres resolver as coisas, convém dares o exemplo.

Não é fácil… porque provavelmente estás habituad@ a fazer outra coisa. A boa notícia é: quanto mais te questionares, mais te dás a oportunidade de gerar respostas emocionais diferentes, que originam comportamentos e resultados diferentes – desta vez sem medo. Porque naquele local de verdade, tu sabes… Tu és suficiente. Tu és amad@. Podes não estar a olhar para o sítio onde esta informação está. E no final, tudo serve para te conheceres melhor… acredita. 🙂

Este novo padrão pode levar-te a mil diferentes respostas. A diferença é que agora tens uma visão alargada (emocionalmente mais interessante), uma reflexão sobre ti própri@, e quem sabe sobre o que realmente queres. Pronto… Agora fiquei mesmo com vontade de falar sobre atração ou como atrair o amor… Fica para um próximo artigo!

Até lá, desejo-te melhores e conscientes decisões emocionais, sempre com amor (link)! 😉

[BC]

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4 thoughts on “Sobre o ciúme

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