Amor em teoria

Linguagens

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[Na Prática]

Muitas vezes, num relacionamento amoroso, podemos sentir-nos incompreendidos, pouco ou nada amados.

Pode até acontecer o cônjuge ou companheiro queixar-se do mesmo. E se todos tivermos uma linguagem amorosa? E se, para nos sentirmos mutuamente, houvesse uma forma de nos tornarmos poliglotas em amor? Tive acesso a um livro que além de dar uma perspectiva interessante sobre o assunto – foca-se sobretudo no que cada um pode fazer, ao invés de esperar que o outro faça -, mostra uma forma de chegar ao outro (além de nos observarmos).

O livro é “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman. Gary é conselheiro matrimonial há cerca de 30 anos, e neste livro convida-nos a tomarmos consciência daqueles que ele identificou como cinco diferentes padrões de comportamento romântico, que ele denomina de “linguagens do amor”.

Chapman defende que, a maior parte das pessoas, quando o período de paixão do início de relação é ultrapassado (no qual as pessoas tendem a mostrar-se apaixonadas, declarando o seu amor de diversas formas), cada pessoa tende a exprimir-se romanticamente de uma, até duas formas específicas, quase “esquecendo” as outras. O autor observou que o maior factor disruptivo entre casais é a falha de comunicação de linguagem amorosa!

Por oposição, se for consciente e fluente na linguagem do seu cônjuge, aumentará facilmente a satisfação e ligação entre ambos.

Distinguiu então as cinco diferentes linguagens da seguinte forma:

1) Tempo de qualidade – quando uma pessoa valoriza acima de tudo o tempo passado em conjunto a conversar, partilhar ideias ou a dar um passeio, ir ao cinema, passar pelas mesmas experiências ou simplesmente “estar” junto um do outro em cumplicidade.

2) Receber presentes – Quem gosta de receber presentes ou surpresas e encara este gesto como manifestação de amor, vê no presente um símbolo que foi escolhido especialmente para si. Não necessariamente presentes caros ou materiais, incluem “oferecer-se a si próprio/a”!

3) Actos de servir – nesta linguagem, aquilo que dá mais certeza do amor do outro é o que ele faz “pela pessoa”. E isto inclui tratar da casa, fazer o jantar, etc. Quando as tarefas são feitas com vontade, boa energia e sem esforço, são sinal de fluência nesta linguagem!

4) Contacto físico – Aquelas pessoas mais cinestésicas, que têm maior necessidade de tocar no outro, abraçar (mais propriamente do ponto de vista emocional, não tanto sexual), provavelmente “manifestam” nesta linguagem.

5) Palavras de apreço – Estas pessoas valorizam especialmente o que lhes é dito. Através de palavras de apreço, como elogios e declarações verbais de amor, sentem o quanto são importantes para o outro, sentindo-se igualmente valorizadas enquanto ser.

É relativamente fácil identificar linguagem do teu cônjuge. Primeiro, mantendo a atenção às “queixas” habituais, àquilo que a pessoa manifesta mais vezes que lhe desagrada (regra geral, por sentir falta de manifestações associadas à sua linguagem).

Depois, observando que tipo de linguagem ele/a usa, pois temos tendência a mostrar amor da forma que gostaríamos de receber. Pode acontecer um casal possuir a mesma linguagem, e este poderá será o motivo pelo qual existem “casos de sucesso instantâneos” (mesmo assim, é necessária atenção… não é garante de sucesso).

Se chegaste à conclusão que as vossas linguagens são diferentes, a boa notícia é que podes sempre escolher exprimir-te na linguagem do teu amor… e quem sabe fortalecer a vossa viagem juntos (link).

[BC]

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